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“Em Cuba, nós somos o primeiro poder”, fala Santiago Feliú em debate sobre a imprensa

Evento ocorreu na sede do SindBancários Evento ocorreu na sede do SindBancários Foto: Douglas Roehrs / Sindjors

O jornalista e professor cubano Santiago Feliú participou, na noite dessa segunda-feira, dia 5, de debate promovido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SINDJORS). Com participação dos jornalistas gaúchos Moisés Mendes e Celso Schröder, o bate-papo, que ocorreu no Sindicato dos Bancários (SindBancários), abordou o papel da imprensa na ilha caribenha e no Brasil.

 

“Estamos em um mundo em conflito onde os meios de comunicação são um dos principais atores”, destacou Feliú. O profissional também falou que em Cuba, assim como em qualquer outro país do mundo, há corrupção. O que não há, segundo ele, é impunidade.

 

Feliú ressaltou que a imprensa da sua nação responde aos interesses da revolução e que não há grande oposição a ela. O profissional também pôs em evidência o grande papel dos meios de comunicação: “Dizem que a imprensa é o quarto poder. Em Cuba, somos o primeiro”.

 

O jornalista Celso Schröder usou seu espaço para denunciar a atuação das empresas de comunicação do Brasil. “A imprensa brasileira não apoiou o golpe [contra Dilma]. Ela construiu ele”, enfatizou.

 

“As esquerdas não participaram da construção de uma mídia alternativa com apoio do Estado, o que deveria ter acontecido”, sinalizou Moisés Mendes em sua fala. A inexistência de um trabalho de democratização da mídia durante os quatorze anos de governo petista foi um dos assuntos que pautaram a noite.

 

“Ainda não se despertou no movimento de esquerda a prioridade da comunicação”, advertiu o secretário de comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr, durante a rodada de falas abertas.

 

Agenda lotada

 

O evento dessa segunda-feira, dia 5, integra uma agenda intensa com Feliú, que está de 1º a 7 de junho em Porto Alegre, a partir de uma iniciativa da Associação Cultural José Marti e do Coletivo de Jornalistas Brasileiros Amigos de Cuba.

 

Entre outras atividades, o cubano veio ao Rio Grande do Sul para o lançamento do livro Canto Épico a la Ternura – uma homenagem a Che Guevara nestes 50 anos do seu assassinato na Bolívia –, no Solar dos Câmara (Rua Duque de Caxias, 968), dia 6 de junho, a partir das 19h. Com 285 páginas, a obra tem 158 canções, de 100 compositores de 17 países, compostas e interpretadas após a morte do guerrilheiro.

 

Imprensa / Sindjors

Última modificação em Terça, 06 Junho 2017 15:57

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