Defesa Chaparini

“Nada democrático”: Servidores denunciam mudanças na programação da FM Cultura

A programação da rádio FM Cultura, da Fundação Piratini, teve uma mudança drástica. A partir desta segunda-feira, dia 3, a emissora passa a contar com novos programas e apresentadores. A reestruturação é acompanhada da troca de bastão na chefia da rádio, agora nas mãos de Paulo Inchauspe, radialista e músico que substitui Sabrina Thomazi.

 

“Ouvimos e construímos uma nova grade junto com os servidores”, diz o presidente da Fundação Piratini, Orestes de Andrade Jr., em comunicado oficial. A afirmação, no entanto, é contestada pelos funcionários concursados. Em publicação na rede social Facebook, o Movimento dos Servidores da TVE e FM Cultura diz que ao contrário do que Orestes tem afirmado, “não houve a construção de uma nova grade de programação da FM Cultura junto com os servidores. Ocorreram reuniões nas quais a nova grade foi apresentada aos funcionários, já tendo sido toda elaborada pela direção”.

 

“As mudanças foram motivadas por uma necessária readequação das atividades desenvolvidas pelos servidores, respeitando suas funções originais”, é alegado em nota no site do governo do Estado.

 

“Os servidores se manifestaram contra as terceirizações de apresentadores e, inclusive, propuseram soluções para que o problema dos desvios de função fossem sanados sem os custos da contratação de terceirizados e sem que a programação da rádio fosse desfigurada”, critica o Movimento dos Servidores.

 

“O concurso de 2014 venceu no ano passado. Ao invés de renová-lo por mais dois anos, como foi pedido pelo Sindicato e pelos servidores para a presidência, o Estado optou por colocar mais e mais CCs na Fundação”, lamenta o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS (SINDJORS), Milton Simas.

 

Abaixo, confira a nota do Movimento dos Servidores da TVE e FM Cultura na íntegra:

 

MAIS PLURAL?!? MAIS DEMOCRÁTICA?!?

Mudanças na FM Cultura foram impostas pela direção.

Ao contrário do que o presidente da Fundação Piratini tem afirmado, não houve a construção de uma nova grade de programação da FM Cultura junto com os servidores. Ocorreram reuniões nas quais a nova grade foi apresentada aos funcionários, já tendo sido toda elaborada pela direção.

Os servidores se manifestaram contra as terceirizações de apresentadores e, inclusive, propuseram soluções para que o problema dos desvios de função fossem sanados sem os custos da contratação de terceirizados e sem que a programação da rádio fosse desfigurada.

Também ressaltaram à direção que estes recursos que vão pagar os apresentadores terceirizados deveriam ser aplicados para corrigir graves questões de infraestrutura da FM Cultura, que vêm causando até mesmo problemas de saúde aos funcionários. Na ocasião, foram informados que a direção não irá investir nos problemas mais graves de infraestrutura porque não deseja fazer licitações.

Os servidores manifestaram, ainda, a prerrogativa do Conselho Deliberativo da Fundação Piratini opinar antes que se efetivassem as mudanças na programação, para que a sociedade gaúcha, ali representada, tivesse a participação respeitada. A direção da casa informou que não considerava legalmente necessário que o colegiado fosse ouvido.

Importante lembrar que todas estas alterações na estrutura e na programação da rádio e também da TVE estão diretamente relacionadas ao projeto de extinção da Fundação Piratini. O projeto para as emissoras públicas do RS é este: nada democrático, nada plural, nada público.

 

Imprensa / Sindjors

Última modificação em Segunda, 03 Julho 2017 14:41

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