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Mídia e eleições no Brasil, com Denise Mantovani, Moisés Mendes e Juremir Machado da Silva

Na noite de quinta-feira, 9, no Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, acontece um evento de fato imprescindível, com os jornalistas Juremir Machado, Moisés Mendes e a colega e professora da UnB, Denise Mantovani, que vem de Brasília para participar desta promoção do SindJors, dentro da programação da 63ª Feira do Livro de Porto Alegre.

 

Juremir e Moisés todos conhecemos das intervenções rotineiras em blogs, jornais, debates, do site e do impresso Extra Classe. do CP e da rádio Guaíba.

 

Gaúcha de Santo Ângelo, Denise iniciou a trajetória profissional em 1986 no Diário do Sul, na valorizada editoria de Pesquisa do jornal - que deixou saudades na comunicação do estado, pelas inovações e a cruel peleja que enfrentou diante da postura predatória da afiliada gaucha da rede Globo, para sobreviver com dignidade e dar empregos para dezenas de jornalistas.

 

Mais de uma década depois, Denise chefiou o setor de Jornalismo no governo Olívio Dutra (1999/2002), de novo na resistência épica à devastadora oposição do grupo RBS.

 

Nesta época, a rede de negócios noticiosos chegou ao auge da sua militância partidária para derrubar Olívio. À frente da cavalaria anti petista, Mendelski, Barrionuevo, Lasier e Ana Amélia refletiam a linha editorial reacionária do grupo, em todos os veículos que eram reproduzidos no interior pelas retransmissoras próprias e pelos satélites de sempre que atualmente proliferam também nas redes sociais, ecoando a opinião hegemônica da casa grande.

 

A artilharia pesada começava cedinho da madrugada nas rádios, lideradas pela Gaúcha; disparava raiva nos jornais desde o amanhecer e seguia atirando, irada, durante todo o dia em todas as transmissões de canais radiofônicos e televisivos.

 

Eram metralhadoras giratórias com um só objetivo: fustigar incansavelmente para Olívio do PT não governar e, assim, não ser reeleito. Extirpar o PT e a esquerda era a ordem similar a que se notabilizou em 2016 com relação a Dilma e seu partido.

 

Legitimada pelo secretário de Comunicação, Guarani Cunha, Denise era uma inspiração de coleguismo, bravura e integridade nesta refrega tão desigual, para toda a equipe que comandava no subsolo do Palácio Piratini. 


Na defesa da prática da democracia, por vezes, tinha que controlar nossas bravatas e exaltações extremadas contra a “pelegada da RBS” e alhures que atacavam e atacavam, obrigando-nos à inevitável reação.


A qualquer ameaça de radicalização dos nossos boquirrotos, Denise atalhava:
– Não contem comigo, não sou parceira nisto.

 

Silenciávamos, em respeito aos exemplos de conduta com que ela sempre nos orientava, seguindo a filosofia que Olívio pregava.

 

Depois que Lula foi eleito e a RBS fez algumas limpezas cirúrgicas convenientes no quadro de pessoal, aplicando pontapés nos glúteos dos vassalos que foram para a rua ou perderam cargos, Denise mudou-se para Brasília. Ali trabalhou em ministérios de Lula e diretamente na Casa Civil com a presidenta Dilma.

 

Após dedicou-se aos estudos acadêmicos na UnB. Fez mestrado, doutorado e pós docência em Ciência Poíitica, com estudos sobre mídia e política (e hoje também de gênero). Atua como professora do Instituto de Ciência Política da UnB.

 

Produziu este livro “Mídia eleições no Brasil” que carrega todo o seu conhecimento acumulado na universidade, somado à vivência empírica profissional, que todos temos a obrigação de ler para entender melhor os acontecimentos políticos e sociais do país.

 

Portanto, é bom prestar atenção no que ela vai dizer no encontro com os dois jornalistas de tanto relevo no nosso meio.

 
Pois a jornalista Denise também esteve do outro lado do balcão e sobreviveu à fúria do ódio da mídia que infelizmente contamina muitos colegas, fragilizados pela necessidade de emprego ou envenenados pela intolerância que corrói as relações em sociedade hoje em dia.

 

Fonte: Imprensa/SindJors

 

Última modificação em Quarta, 08 Novembro 2017 16:37

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