Defesa Chaparini

Seminário Comunicação, Democracia e Resistência aponta necessidade de enfrentar o poder da mídia

Presidente do SINDJORS, Milton Simas, na abertura do evento Presidente do SINDJORS, Milton Simas, na abertura do evento Foto: Caco Argemi

A necessidade de enfrentar o poder da mídia e pensar uma estratégia de comunicação foi salientada na abertura do Seminário Estadual “Comunicação, Democracia e Resistência”, na manhã desta quinta-feira, dia 1º, no auditório da Fetrafi-RS, em Porto Alegre.

 

Coordenada pelo secretário de Comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr, a mesa da abertura contou com pronunciamentos das entidades integrantes da Comissão Organizadora e do Cpers Sindicato, em nome das entidades parceiras.

 

Antes das manifestações, os participantes fizeram um minuto de silêncio pela morte do Irmão Antônio Cecchin, ocorrida no dia 16 de novembro, de Fidel Castro, falecido na última sexta-feira, dia 25, e pelas vítimas da queda do avião do Chapecoense, na madrugada de terça-feira, dia 29.

 

O secretário de Comunicação da Fetraf-RS, Juberlei Bacelo, salientou o momento importante para debater esse assunto. “A comunicação é um tema central para resistir aos ataques dos golpistas, pois sabemos que a mídia pauta e manipula a opinião da sociedade brasileira”, destacou ele, citando a cobertura da votação em primeiro turno da PEC 55 no Senado. “Foi uma batalha campal e isso não foi mostrado”, completou. Para Juberlei, esse seminário possibilita tirar propostas de ações para qualificar a comunicação sindical.

 

Manipulação e sucateamento

 

Para a presidente do CPERS Sindicato, Helenir Aguiar Schurer, essa é a “hora ideal para a realização de um seminário como esse”. A dirigente sindical citou exemplos de manipulação da mídia e como isso influencia a sociedade. “A grande mídia emburrece as pessoas”, sublinhou ao destacar que há professores que defendem o pacote do Sartori.

 

“Pensar a comunicação é fundamental para a construção de um mundo mais justo”, salientou o presidente do Sindicato dos Jornalistas do RS, Milton Simas. Segundo ele, no Rio Grande do Sul, a comunicação vive um triste momento desde o começo do governo de José Ivo Sartori (PMDB) e citou a extinção da Secretaria de Comunicação, a prisão do repórter do Jornal Já, Matheus Chaparini, e agora, o projeto de extinção da Fundação Piratini. “É uma total falta de respeito com a comunicação”, ressaltou Milton.

 

Comunicação sindical

 

Também enumerando fatos “que evidenciam o grande desvirtuamento da mídia brasileira com os seus aparatos hegemônicos”, o secretário de comunicação do Sinpro-RS, Marcos Fuhr, declarou que estamos perdendo a batalha da comunicação. “Estamos aqui para discutir essa realidade e alavancar a nossa comunicação com políticas específicas e disputar a sociedade”, concluiu.

 

Para o presidente da Federação dos Metalúrgicos do RS, Jairo Carneiro, há pouco investimento em comunicação no movimento sindical, “e muitas vezes, os dirigentes sindicais acham que o jornalista deve apenas tirar fotos deles mesmos e isso é grande erro, pois é através deles que damos a nossa versão”. Jairo afirmou que nesta atividade devemos “olhar para dentro e discutir sobre como estamos fazendo a nossa comunicação.”

 

Desafios

 

“Produzimos muito, em conteúdo e tiragem, mas estamos perdendo a batalha da comunicação”, chamou a atenção o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, “por isso estamos perdendo”.

 

Segundo ele, o debate sobre a comunicação pode contribuir muito para esse momento particular e é necessário desenvolvermos uma estratégia de comunicação. “Há um esforço da CUT-RS para qualificar a comunicação e estamos estudando a possibilidade de ter uma rádio comercial, que atue em rede com rádios comunitárias, a fim de que abra espaço para a nossa pauta, coisa que não encontramos em nenhum dia”, declarou Claudir.

 

“Só vamos reverter esse momento tão crítico que a sociedade brasileira enfrenta com uma estratégia comum de comunicação”, finalizou ele.

 

O seminário continua até amanhã, dia 2, na sede da Fetrafi.

 

Confira a continuidade da programação:

10h – Mesa temática de abertura “O Brasil e a Comunicação que queremos” com o sociólogo Emir Sader e o professor e pesquisador Pedrinho Guareschi.

12h – Intervalo para almoço

14h – Oficina sobre “Mídias Sociais e formação de redes” – ativista digital Lúcio Uberdan e jornalista Luiz Damasceno (colaborador da Mídia Ninja);

14h – Oficina sobre “Rádio comunitária e vídeo independente” – jornalistas Ediane Oliveira (RádioCom de Pelotas) e Guilherme Oliveira (Correria/TVT)

14 h – Oficina sobre “Mulher, mídia e poder” – jornalista Vera Gasparetto, da Escola Sul da CUT, e radialista Beatriz Fagundes (Manawa – Rádio Web)

16h – Intervalo para cafezinho

16h30 – Mesa temática “Política e Comunicação” com os jornalistas Juremir Machado da Silva e Moisés Mendes.

18h30 – Deslocamento para a Assembleia Legislativa

19h – Painel aberto ao público com o jornalista e ex-ministro Franklin Martins sobre o tema: “Comunicação, Democracia e Resistência” no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa

 

2 de dezembro – Sexta-feira

 

9h – Mesa temática “Democratização da Comunicação” com os jornalistas Celso Schroeder (diretor da FENAJ) e Renata Miele (coordenadora do FNDC);

10h30 – Intervalo para cafezinho

11h – Mesa temática “Mídia Alternativa e ativismo digital” com Carmen Crochemore (Sul21) e jornalista Paulo Salvador (Rede Brasil Atual/TVT).

12h30 – Intervalo para almoço

14h – Mesa temática “Desafios da Comunicação Sindical” com o secretário de Comunicação da CUT Nacional, Roni Barbosa, o secretário de Comunicação da CUT/RS, Ademir Wiederkehr, o diretor do Sinpro/RS, Marcos Fuhr, a diretora do SindBancários, Ana Guimaraens, e outros sindicatos.

16h30 – Encerramento

 

Fonte: CUT-RS

Última modificação em Quinta, 01 Dezembro 2016 14:08

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