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SINDJORS discute jornalismo de resistência em seminário realizado na Redenção

Atividade integra o Fórum das Resistências Atividade integra o Fórum das Resistências Foto: Douglas Roehrs / Sindjors

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS (SINDJORS), com apoio da CUT-RS e do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMDIM/POA), realizou o seminário Jornalismo de Resistência: Profissional, Ético e Comprometido com a Democracia, na manhã desta sexta-feira, dia 20, na Redenção. A atividade, que integra a programação do Fórum Social das Resistências, abordou a violência contra a categoria, a democratização da mídia e o modo como a imprensa lida com questões relacionadas ao machismo e ao racismo.

 

“A gente não pode, quando é alvo de violência, se omitir. Temos que ir adiante, comunicar. Se deixarmos passar em branco, o agressor continuará tentando nos intimidar, cercear o nosso trabalho. Queremos plena liberdade para o exercício de nossa profissão e o fim da impunidade”, ressaltou o presidente do SINDJORS, Milton Simas, após apresentar os dados do último Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa.

 

Conforme a publicação, foram registrados 161 casos de violência contra a categoria em 2016, 24 a mais do que os 137 casos de 2015. O levantamento da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), feito em parceria com os Sindicatos de Jornalistas, aponta um crescimento de 17,52% no número de casos de agressões de um ano para o outro.

 

Celso Schröder, que compõem a diretoria da FENAJ e o Conselho Fiscal do SINDJORS, salientou a importância da democratização da mídia: “A luta pela democratização da comunicação é essencialmente a luta pela democratização do jornalismo. A disputa e a manipulação estão se dando quase exclusivamente no âmbito do jornalismo”.

 

A diretora do SINDJORS Márcia Martins, que integra o Núcleo de Diversidade e Gênero, falou sobre a divulgação do feminicídio na mídia e lembrou o recente caso do atirador que matou 12 pessoas durante festa de réveillon. “Entendo que precisamos aprender mais sobre feminicídio. Entendo, principalmente, que precisamos aprender mais sobre amor”, falou Márcia.

 

A jornalista Jeanice Ramos, do Núcleo de Jornalistas Afrobrasileiros, pediu por uma mídia que dê espaço para negros, principalmente para as mulheres negras: “Os negros são excluídos. Eles precisam ter acesso à informação, chegar à verdade”.

 

O evento foi encerrado com a leitura de contribuições do público para a carta de proposições do Fórum das Resistências.

 

Imprensa / Sindjors

Última modificação em Sexta, 20 Janeiro 2017 14:54

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