Defesa Chaparini

Mais de 10 mil pessoas protestam contra a reforma da Previdência em Porto Alegre

Caminhada foi até o Largo Zumbi dos Palmares Caminhada foi até o Largo Zumbi dos Palmares Foto: Guilherme Santos / Sul21

Um grande ato na Esquina Democrática, seguido de uma caminhada até o Largo Zumbi dos Palmares, no centro de Porto Alegre, encerrou no início da noite de quarta-feira, 15, o Dia Nacional de Paralisação contra a reforma da Previdência. Mais de 10 mil pessoas gritaram palavras de ordem como “aposentadoria fica, Temer sai”.

 

O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, ressaltou a grande mobilização que ocorreu no Rio Grande do Sul: “foi um duro dia de combate e a classe trabalhadora, de forma unitária, conseguiu tirar o tema da reforma da Previdência da clandestinidade. Tivemos greves em 12 categorias, nos setores público e privado, dezenas de paralisações em Porto Alegre e no interior, além de dezenas de passeatas. Neste momento, estão ocorrendo outros 23 atos nas principais cidades gaúchas”. No entanto, essa mobilização ainda não é suficiente para travar a máquina do golpe: “construir a greve geral é muito importante, mas isso só será possível com muita unidade”.

 

“E hoje eles perderam a campanha de mídia”, afirmou ao destacar a liminar concedida pela juíza Marciane Bonzanini, da 1ª Vara da Justiça Federal de Porto Alegre, que determinou que o governo Temer retire imediatamente do ar as propagandas, veiculadas em qualquer tipo de mídia, sobre a reforma da Previdência.

 

Ao longo do ato, dirigentes de várias entidades sindicais se revezaram no carro de som para enfatizar as lutas de suas categorias. Foi também ressaltado que as manifestações marcam uma nova etapa na resistência popular contra os ataques do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB).

 

Concentração foi na Esquina Democrática Foto: Douglas Roehrs

 

A presidenta do CPERS/Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, reforçou que essa quarta-feira marca o começo da greve por tempo indeterminado da categoria, conforme aprovação em assembleia geral no último dia 8. “As propagandas do governo golpista sobre a reforma da Previdência são enganosas, um verdadeiro desrespeito à inteligência das pessoas”, disse a professora.

 

Para o presidente do SindBancários, Everton Gimenes, mais uma vez a categoria bancária mostrou que está do lado da classe trabalhadora. Ele citou as diversas atividades realizadas, como as paralisações das agências no centro da Capital.

 

Representando a Frente Brasil Popular, Tais Beck lembrou a jornada do dia 8 de março e que as mulheres são as mais atingidas pela reforma da Previdência. “O Brasil não sofreu um impeachment, foi um golpe em todos nós e, principalmente, na juventude que vai trabalhar a vida toda e não vai se aposentar”, disse. Segundo Tais, o atual projeto é pautado na exclusão: “por isso, estamos nas ruas contra o golpe, com muita unidade. Caso contrário, não teremos um país nos próximos anos”.

 

Ato em Caxias do Sul

 

Dia foi de mobilizações no Estado Foto: Reprodução / Facebook

 

Milhares saíram às ruas de Caxias do Sul durante a tarde do dia 15. Roberto Carlos Dias, diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS (SINDJORS), participou da caminhada e salientou a quem interessa a reforma: “hoje, 48% do PIB (Produto Interno Bruto) vai para o pagamento da chamada dívida pública e apenas 13% vai para a Previdência. A dívida pública é nada mais, nada menos do que dar nosso dinheiro para os banqueiros, pois é uma dívida que já foi paga há muito tempo. Querem que o trabalhador pague essa conta para os ricos ficarem mais ricos. Essas reformas só interessam às elites do país e não à maioria da população, formada por trabalhadores e trabalhadoras”.

 

Mais de 1 milhão no país

 

Manifestação em São Paulo Foto: Divulgação / CUT

 

A Central Única dos Trabalhadores avalia que mais de 1 milhão de brasileiros foram às ruas durante as ações do Dia Nacional de Paralisação nos 27 Estados da União. O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, reforçou a importância das manifestações realizadas no país. “Nós temos tido várias datas históricas na luta da resistência do povo trabalhador. Hoje foi um dia extraordinário, com muita adesão e deixa claro que o povo é contra a Reforma da Previdência e Trabalhista”, disse.

 

Fonte: CUT-RS e Sul21

Última modificação em Quinta, 16 Março 2017 13:13

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