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14.12.09
Abertura da Conferência de Comunicação começa com ameaça de boicote e
Lula apresenta proposta de universalizar banda larga
Conferência inicia com três horas de atraso
Empresários ameaçam se retirar da Conferência e evento inicia sem aprovação do Regimento Interno
Mulheres pressionam e se impõem para fazer parte da mesa de abertura
Confecom Homenageia jornalista Daniel Herz
Presidente da Band concorda com concessão de canais para os movimentos sociais
Hélio Costa é vaiado no início e no fim de sua intervenção
Lula disse que quer regulamentar artigos da CF, critica empresário que
boicotaram Confecom, concorda que políticos não podem ter rádios
comunitárias mas não disse o que movimento queria ouvir.
Estas foram algumas das manchetes que poderiam
sair do primeiro dia da Conferência Nacional de Comunicação. O evento
começou com mais de três horas de atraso, por causa da polêmica na
Comissão Organizadora Nacional. Os empresários da ABRA ameaçaram deixar
a Conferência e como já vêm fazendo desde as etapas estaduais querem de
todas as maneiras evitar a discussão de temas polêmicos.

Empresários ameaçam se retirar da Conferência e evento inicia sem aprovação do Regimento Interno
A proposta defendida por eles é de jogar a discussão adiante. As etapas
estaduais não deliberaram nenhuma proposta, jogaram tudo para a etapa
nacional e agora eles conseguiram que metade de qualquer segmento
impeça que seja votado temas sensíveis nos grupos e jogue para a
plenária final.
Para a plenária final eles devem estar tramando alguma proposta para
não votar nada. Agora é aguardar o desenvolvimento da conferência para
conferir.
Mulheres brigam e se impõem para fazer parte da mesa de abertura
Outra polêmica da Confecom foi a presença de uma mulher na mesa de abertura.
Após muita pressão do movimento das mulheres, a diretora de comunicação
da CUT, Rosane Bertotti representou os movimentos sociais, todas e
todos.
A primeira fala da abertura da Conferência foi do presidente do Fórum
Nacional Pela Democratização (FNDC), Celso Schroder, que destacou o
papel do movimento social na efetivação do evento. Disse que a
Conferência rompeu o silêncio e permitirá construir uma agenda na área
que vai possibilitar a elaboração de políticas públicas no setor.
Schroder cobrou do governo o compromisso com a convocação da próxima
Conferência, e no final de sua fala prestou uma homenagem em nome da
conferência ao jornalista Daniel Herz, um dos grandes lutadores da
Democratização da Comunicação, falecido em 2006, de câncer.
Após a entrega de uma placa em sua homenagem aos seus dois filhos
(Fernando e Guilherme) foi apresentado um vídeo com um texto em off e
depoimentos do próprio Daniel reafirmando os seus ideais e aquilo que
ele acreditava que seria o melhor para as comunicações no país. Seu
sonho começou a ser realizado nesta Conferência. Pela primeira vez na
história deste país, se parou para discutir este tema.
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, por sua vez, foi vaiado no
início e no fim de sua intervenção, apesar do seu discurso
politicamente correto elogiando a iniciativa do presidente Lula de
convocar a Conferência.
O presidente do Grupo Bandeirantes, Johnny Saad defendeu a pluralidade,
diversidade e até que os movimentos sociais tenham direito e acesso aos
canais de TV aberta digital. “O Governo quando criou a TV Digital com
10 canais, na verdade criou 40 canais digitais”, destacando que estes
canais podem ser utilizados pelos movimentos sociais. Criticou o grupo
hegemônico de comunicação, defendeu a programação de 50% de conteúdos
nacionais e a redução das cargas tributárias.
Quanto a grande fala do presidente Lula, a sensação foi o teleprompter
transparente que ninguém entendia bem o que era aquelas placas na
frente do púlpito.
Seu discurso privilegiou o debate sobre as novas tecnologias. “O tema
não poderia ser o mais adequado para esta conferência”, ressaltou.
“Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era
digital”.
O pessoal das rádios comunitárias durante todo o discurso, colocaram os
seus problemas até que Lula disse que tinha uma boca e dois ouvidos e
que escutou os apelos, que também era contrário ao uso das rádios por
políticos e aquelas que não são verdadeiramente comunitárias. Apesar de
tentar contemplar o movimento de rádios, não falou nada sobre o
processo de criminalização que elas vivem constantemente, com
fechamento das emissoras, destruição dos equipamentos e prisão dos
radiodifusores.
Para Lula além de pensar a inclusão social, também é necessário que o
Governo pense em políticas públicas de inclusão digital, possibilitando
que todos tenham acesso a internet e anunciou que o Governo pretende
desenvolver um Programa Nacional de acesso a banda larga em todo país.
“O acesso a internet é um direito de todos os cidadãos”, destacou.
Lula não deixou de criticar os empresários que perderam a oportunidade
de estar discutindo um tema tão importante como a comunicação e colocou
a necessidade de se reformular a legislação, que está ultrapassada.
Também falou da liberdade de expressão e que sempre foi um defensor,
mesmo quando os meios de comunicação, publicavam inverdades. “Eu sou um
defensor da liberdade de expressão até para que eles possam usar esta
liberdade do jeito que bem quiserem. Não há melhor juiz para a imprensa
do que a própria liberdade de imprensa”.
Lula propôs a mudança nas leis de comunicação elaboradas há 47 anos,
naquela época havia os produtores de comunicação e os consumidores, a
comunicação era vertical, não existia a internet, a convergência das
mídias, hoje qualquer consumidor também pode ser um produtor de
comunicalção”, por isto é necessário que seja regulamentado os artigos
da Constituição Federal de 88 e que sejam criadas novas leis. No
entanto, no final do seu discurso demonstrou confiança no processo e na
capacidade que a sociedade tem de sugerir um conjunto de propostas a
partir desta conferência e que o governo possibilitará que o governo
construa políticas públicas, mas alertou que tudo o que for proposto
ali, deverá passar pelo Congresso Nacional.
15.12.09
2o dia de Confecom - plenário Regimento Interno
O que parecia
impossível aconteceu hoje (15/12) na plenária de aprovação do Regimento
Interno da I Confecom. Entidades dos Movimentos Sociais, Empresários e
poder público construíram um consenso, quase que inacreditavelmente.

O segundo dia da Confecom iniciou com as palestra “O respeito legal
pela liberdade de expressão do assessor jurídico da Federação Argentina
de Trabalhadores de Imprensa, Damián Loretti. Enquanto a palestra transcorria
com plenário esvaziado, nos bastidores as diversas organizações se reuniam
para tentar discutir estratégias.
Durante toda a manhã não se tinha clareza se o regimento interno iria
ser aprovado. Sobre os impasses que ocorreram na noite anterior que inviabilizou
a aprovação do regimento a coordenadora de comunicação da CUT e membra
da comissão organizadora da Confecom, Rosane Bertotti, declarou que este
tipo de problema ocorre nestes espaços democráticos.
Até que ao meio dia foi instalada a plenária que se colocou como soberana
para aprovar qualquer questão sobre o regimento interno. Os empresários
invocaram os acordos fechados na Comissão de Organização e os debates
se acaloraram.
Com o plenário lotado, o processo de discussão empacou no item que tratava
da forma como os Grupos de Trabalho iriam aprovar ou rejeitar as propostas.
Os empresários queriam garantir que metade de qualquer um dos segmentos
pudessem tornar o tema “sensível” e encaminhar a votação para
a plenária final. A Comissão Nacional Organizadora no dia anterior tinha
aprovado o critério das propostas que obtiverem entre 30% e 80% de aprovação
iriam a plenário, já que haveria uma limitação no número de propostas
por grupo e seriam elencadas sete propostas prioritárias.
Entidades dos movimentos sociais, questionavam a Comissão Nacional por
abrir várias concessões para os empresários. A membra da Comissão Organizadora
da direção do Conselho Federal de Psicologia, Rosane Bertotti argumentou
que quando você abre o processo de diálogo, várias coisas podem acontecer
e isto faz parte da dinâmica democrática.
Assim a plenária tentou ampliar o número de sete para 10 propostas, mas
na votação apertada de 569 a 519, foi mantido o número de sete propostas.
Nesta votação os empresários racharam assim como os movimentos sociais.
Passada esta votação nova polêmica surgiu e o grupo de empresários progressistas
de São Paulo, como se autodenominou o editor da Revista Fórum, Renato
Rovai, apresentou uma outra proposta que garantia que fossem aprovadas
nos grupos de trabalho quatro propostas do setor empresarial, quatro da
sociedade civil e duas do governo.
Um grupo minotário, liderado pelo coletivo Intervozes e Enecos, bancou
a proposta de maioria simples para aprovação das propostas nos grupos
e o debate se intensificou com diversas intervenções. As lideranças da
ABRAÇO, da CUT, CTB, Centrais Sindicais, a FENAJ, O FNDC, os Empresários,
se sucederam nas intervenções pedindo o consenso e a possibilidade de
se avançar na discussão da própria conferência.
O principal argumento para garantir o acordo foi que o mais importante
é esta conferência dar certo, porque caso fosse um fracasso isto seria
muito bom para a mídia hegemônica do país, que boicotou todo o processo.
Neste entendimento, pela primeira vez, as principais entidades de todos
os segmentos fecharam o primeiro consenso da Conferência. Terminada a
votação do regimento interno, a tarde começou os debates dos grupos já
pacificados. Vamos a Conferência.
16.12.09
Avaliação positiva do processo da Conferência
Criação
do Conselho Nacional dos Jornalistas, obrigatoriedade do diploma, lei
de imprensa e várias propostas foram aprovadas sem precisar nem passar
pelas plenárias finais da I Conferência de Comunicação, que está
ocorrendo em Brasilia, hoje (16/12).
Tanto os movimentos sociais, quanto Governo e empresários saíram
satisfeitos do processo de discussão nos 15 Grupos de Trabalho que
estão desde ontem a tarde discutindo os três eixos da Confecom.

A
avaliação é super positiva do processo da Conferência, apesar das
polêmicas e tensões iniciais as discussões dos GTS contemplaram a todos
os segmentos. No final dos tragbalhos empresários, movimentos sociais e
governos estavam defendendo uns as propostas dos outros.
Algumas questões mais polêmicas serão votadas nas três plenárias que
ocorrem a partir de hoje até amanhã à tarde (17/12). Não existe
processo sem dor, mas a grande lição desta conferência é a
possibilidade de superar as dificuldades, negociar, transigir, ouvir e
procurar construir proposições que contemplem a todos os segmentos.
Outro
fato interessante ocorreu com a criação do Conselho Nacional de
Comunicação e dos Jornalistas, a obrigatoriedade do diploma e uma nova
lei de imprensa. No grupo 13, por exemplo, se aprovou uma formulação
mínima e no grupo 11 passou direto e já é uma decisão da Confecom.
Também ocorreu dos empresários não terem propostas para determinados
temas e assim o GT 15 aprovou todas propostas sem precisar passar pela
plenária final.
Outro
grupos, no entanto, tiveram dificuldades em aprovar algumas questões
relativas a conteúdos que tinham um cunho de inclusão de minorias, como
o GT 3 e a descrimnalização das rádios comunitárias. Em outros grupos
os movimentos sociais e empresários tiveram acordos inclusive em
questões contrárias ao monopolio e propriedade cruzada dos meios de
comunicação.
A plenária final da Conferência iniciou as 18h e sgora começam a ser
debatidas as questões mais polêmicas que foram aprovadas nos grupos.
18.12.09
Mais do que aprovar propostas a Confecom já começou a dar resultados para a sociedade brasileira
A I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) que iniciou na
segunda-feira (14/12) e terminou na quinta-feira (17/12), no auditório
Ulisses Guimarâes, em Brasilia, foi considerada por unanimidade por
todos os segmentos presentes (movimentos sociais, empresários e poder
Público) extremamente positiva para a melhoria do sistema de
comunicação do País.
Para a sociedade
Na avaliação da diretora de comunicação da CUT, Rosane Bertotti, os
movimentos sociais demonstraram uma capacidade de elaboração e foram
aprovadas propostas fundamentais para a sociedade brasileira como a
questão do Conselho Nacional de Comunicação, a
regulamentação dos artigos 221, 222, 223, da Constituição Federal
de 1988. “Todos os movimentos sociais estão de parabéns pela capacidade
de perceberem as questões estratégicas para a sociedade brasileira e
demonstraram que existem questões de classe, de visões e pensamentos
diferentes, mas que defenderam seus interesses, sem perder seus
princípios e souberam negociar para que as propostas fossem aprovadas”.
Para Berenice Mendes Bezerra da Associação Nacional das Entidades de
Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões – Aneate, a
Conferência foi uma grande vitória da sociedade brasileira. “Colocamos
a comunicação no fim do século XXI com a participação popular, diálogo
entre todos os setores, num grau mais elevado de civilidade. Além de
fazer um diagnóstico da do país traçamos caminhos para a comunicação na
sociedade brasileira”.
Para os profissionais de comunicação
A partir dela se inaugura uma nova época. Para o presidente da Fenaj,
Sérgio Murilo, o mais importante e o principal saldo foi ter se
realizado e ser um sucesso, com todas as resistências que teve
desde o início do processo. “Mostramos maturidade,
respeitamos as diferenças, estabelecemos acordos e consensos que vão
gerar políticas públicas e provamos que é possível o debate público e
democrático sobre comunicação. Condenamos a ausência dos setores
empresariais Abert, ANJ e os outros que saíram do debate. Se
equivocaram, mas terão a oportunidade de rever suas posições e
participar na próxima Conferência”.
Em relação às propostas do ponto de vista dos profissionais de
jornalismo, Sérgio Murilo, disse que fizemos barba, cabelo e bigode,
aprovando todas as questões estratégicas e fundamentais e por
consenso com mais de 80% dos votos e por unanimidade nos grupos. “O
saldo não poderia ser mais positivo”, destacou, entre elas a criação do
Conselho Nacional dos Jornalistas, a obrigatoriedade do diploma, a lei
de imprensa e o código de ética.
Para o vice-presidente da Fenaj e membro da Comissão de Organização da
Conferência, Celso Schrôder, se inaugura um novo momento da comunicação
no país com o desbloqueio das posições que impediam o debate
público qu e sempre foi tratado como um bem privado, um segredo. “É
possível se tratar sobre comunicação construindo acordos e a grande
novidade desta Confecom foi a criação do Conselho Nacional de
Comunicação, com a participação dos três segmentos, enfrentando um
conceito consolidado na sociedade civil que diz que liberdade de
expressão é incompatível com o fato de nos reunir e construir um
tipo de legislação. Este Conselho deverá funcionar a partir do marco
regulatório existente e fiscalizar a aplicação das políticas públicas e
tornar o sistema de comunicação mais democrático e transparente”.
Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas do RS, José Nunes,
a Conferência foi altamente positiva pelo medo que se tinha
anteriormente em relação ao setor empresarial , a ABRA e a Telebrasil
que permaneceram, mas foi um verdadeiro exercício de democracia.
“A sociedade, a mídia e a nossa categoria saíram fortalecidos. Com
apoio dos movimentos sociais, governo e setor empresarial ratificamos o
que já vínhamos dizendo obre a obrigatoriedade do diploma e
apenas o Supremo Tribunal Federal não percebeu. Além disso vamos
levar muitas questões que foram aprovadas aqui para o nosso acordo
coletivo, que vai repercutir no mercado de trabalho”.
Para o poder público
O subchefe executivo da Secretaria de Comunicação da Presidência da
República, Ottoni Fernandes Júnior, reconheceu a Conferência como um
espaço extremamente importante porque se avançou e construiu uma agenda
para o Congresso. “Vamos lvear para eles coisas que são de
responsabilidade deles como a regulamentação dos artigos 221, 222 e 223
da Constituição Federal de 88”. Conforme Ottoni este é o primeiro passo
para depois regulamentar quem vai controlar o percentual de 5% de
produção jornalística nos veículos e qual o órgão regulador, quem vai
fiscalizar e quais os mecanismos legais para se definir em lei.
Mas para o Governo muitas coisas podem ser resolvidas antes e passam
por normas, decretos, portarias e projetos. “Nós já nos comprometemos
com as rádios comunitárias em muitas coisas como fortalecer a estrutura
do Ministério das Comunicações nas questões das outorgas e na
descriminalização. O Conselho Nacional de Comunicação é importante e
não vemos qualquer prejuízo que possa violar as liberdades de imprensa
e de expressão. O Conselho será um órgão incentivador de aprimoramento
nas questões profissionais e de qualidade da informação”.
Para os empresários
Para Walter Ceneviva da Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra)
a Conferência foi muito positiva e estabeleceu um canal de interlocução
entre a sociedade civil não empresarial, empresarial e o poder público.
“Isto foi muito importante para a evolução da comunicação no Brasil.
Nós trouxemos nossas propostas, construímos novas e conseguimos aprovar
todas, mas achamos que algumas não são tão boas. No entanto,
reconhecemos que a Constituição Federal é clara nos artigos da
liberdade de expressão, quanto a viabilidade do exercício desta
liberdade”.
Para as rádios comunitárias
A Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) aprovou 80% das
propostas que encaminhou e saiu comum instrumento de luta. Nem a
direção da entidade esperava que fosse aprovar quase todas as
propostas. Através de acordos com os outros setores foi possível
aprovar a descriminalização das rádios, a anistia para quem esta sendo
criminalizado e a reparação dos equipamentos apreendidos e danificados.
Além disto também foi aprovado o direito de aumentar o tamanho da
antena conforme a necessidade e o local, aumento da potência de 50W
para 250W e o expectro eletromagnético. Para Clementino Lopes, da
Abraço/RS o movimento de rádios saiu oxigenado. “Esta experiência foi
muito rica e totalmente diferente de todas. Ela expressou a luta de
classes e foi uma coisa nova para todos os segmentos, empresarial,
social e governamental. Nós que conhecíamos o Orçamento Participativo
em termos de participação popular, com esta conferência percebemos que
é possível construir outros
A Conferência só não foi boa para aqueles setores que não participaram,
pois perderam uma oportunidade histórica de contribuírem com a
construção de um novo tipo de comunicação no Brasil, uma comunicação
democrática, discutida, consensuada entre os diversos segmentos dos
movimentos sociais, dos empresários e dos poderes público e com o
objetivo de construção de uma sociedade verdadeiramente democrática.
Fotos e textos:
Brasilia/DF - Luis Henrique Silveira - Jornalista
DRT/RS 7998
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