Notas Oficiais

Nota Oficial

Publicado em 21 de novembro de 2008

A direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul repudia a atitude de algumas autoridades no trato com a Imprensa. Uma equipe de reportagem do jornal Diário de Canoas teve seu trabalho cerceado na manhã desta sexta, 21 de novembro, quando tentava colher informações sobre a tentativa de um assalto no Município. Os repórteres foram retirados de maneira grosseira e desrespeitosa do prédio da Delegacia de Pronto Atendimento de Canoas. A única justificativa apresentada foi de que ali não era o local de repórteres. O Sindicato entende que esta foi uma atitude isolada, mas ao mesmo tempo lamenta que situações como essa ainda ocorram em plena vigência do Estado Democrático de Direito.

Nota de solidariedade

Publicado em 17 de outubro de 2008

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul se solidariza com os bancários em greve e repudia a ação da Brigada Militar, em incidente ocorrido na manhã desta quinta-feira, dia 16 de outubro, durante manifestação que fechou a agência central do Banrisul, na Praça da Alfândega, em Porto Alegre. Centenas de profissionais, que realizavam ato de mobilização pela reabertura das negociações com a direção do banco, foram dispersados com violência pelos policiais.

Foto: Caco Argemi

Um dos flagrantes divulgados pelo Sindicato dos Bancários

Veja matéria e fotos do ocorrido clicando aqui.

A entidade lembra que, em março deste ano, jornalistas foram impedidos de trabalhar e intimidados pela BM durante a cobertura da desocupação da Fazenda Tarumã, em Rosário do Sul. As denúncias e imagens foram divulgadas na época pelo Sindicato e pela Fenaj, e atualmente tramitam no Ministério Público.
* Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS


Sindicato repudia agressão a jornalista

Publicado em 27 de outubro de 2008

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul lamenta e repudia as agressões sofridas pelo jornalista Graciliano Rocha, do jornal Folha de S.Paulo, no comitê do candidato José Fogaça, ao final da apuração das eleições municipais, no domingo à noite. Segundo o profissional de 31 anos, ele foi intimado por um estranho dentro do comitê, assim que o candidato reeleito se preparava para conceder uma entrevista coletiva. “Olha, tu não és bem quisto aqui. Só escreve matéria f.d.p.”, teria dito o homem. Ao final da coletiva e depois que Fogaça se dirigiu à rua para falar para a militância, Rocha foi abordado pelo mesmo homem na porta de saída. “Levei um soco no supercílio esquerdo e, a seguir, vários outros pelo corpo. Surgiu outro homem, que também começou a me soquear”, relata.

Diante das agressões, o jornalista caiu no chão e começou a levar pontapés das duas pessoas, que só pararam depois da chegada de outros jornalistas e de integrantes da cúpula do partido. “Fiz o Boletim de Ocorrência (BO) e exame de corpo de delito. Pessoalmente, apesar de estar com o corpo todo dolorido, este é um capítulo encerrado. Mas o jurídico do jornal é que decidirá o que fazer daqui para frente”, diz Rocha, lembrando que recebeu solidariedade e pedido de desculpas do jornalista Marcelo Villa Bôas, assessor de imprensa de Fogaça ainda no domingo.

O profissional está em Porto Alegre desde maio e fez basicamente matérias de cunho político. A que mais chamou a atenção foi a que denunciou o suposto enriquecimento ilícito do deputado estadual Luiz Fernando Záchia, coordenador da campanha de Fogaça. A reportagem provocou a saída do parlamentar do posto. A última foi publicada no último domingo e tratava da distribuição de bônus moradia pelo governo municipal.

O Sindicato entende que este tipo de ocorrência fere a todos os profissionais em exercício no Rio Grande do Sul pois tem o objetivo de cercear a liberdade de informar. Para a entidade, a discordância deve ser resolvida por meio do diálogo e não por agressão física como a que sofreu o jornalista Graciliano Rocha. A direção do Sindicato cobra ainda apuração imediata do caso, a identificação e a punição dos envolvidos nas agressões.
* Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS


Nota Oficial

Publicado em 6 de junho de 2008

Em face das investigações do caso da CPI do Detran, na Assembléia Legislativa do RS, no qual foi apontado o envolvimento de alguns jornalistas, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul esclarece:

Conforme o artigo 11º do Código de Ética do Jornalista, o profissional não pode divulgar informações visando interesse pessoal ou vantagem econômica. O Sindicato repudia o uso desta prática.

Destaca que não responde por atos de quem usa seu trabalho - que tem caráter social - apenas como meio de obter vantagens, desrespeitando os preceitos do Código de Ética.

A entidade considera que a Assembléia Legislativa tem o dever de investigar e nominar os profissionais envolvidos em ilegalidades, pois não é justo que toda a categoria seja colocada sob suspeição em uma denúncia generalizada.

Por representar uma profissão regulamentada, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul não reconhece como jornalistas aqueles que obtiveram o registro em caráter precário e provisório, sem apresentação de diploma.

A entidade, que congrega mais de sete mil profissionais em todo o Estado, exige dos senhores deputados uma ampla investigação, e que os envolvidos em possíveis desvios de dinheiro público sejam responsabilizados e denunciados, como ocorreu com os 40 réus do processo aberto pela Justiça Federal contra os supostos partícipes do escândalo descoberto pela Polícia Federal, na Operação Rodin.
* Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul


Nota Oficial

Publicado em 8 de abril de 2008

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS entende que chegou o momento dos senhores deputados pensarem um pouco sobre o que farão a partir de hoje. A aprovação do Projeto de Lei 42/2008, que transfere a Fundação Cultural Piratini Rádio e Televisão da Secretaria de Cultura para a Secretaria-geral de Governo, significa o atrelamento de uma emissora que hoje é pública, e de todos os gaúchos, para atender os interesses do governo. Devemos ter em mente que isso serve apenas para aqueles que atualmente estão no poder, porém todos devem ter ciência que o Rio Grande do Sul tradicionalmente não é um Estado que costuma reeleger seus governadores, em face disso seria muito importante que a TVE e a Rádio FM Cultura continuassem mantendo sua independência.

Lutamos para que a emissora, que tem a cara do povo gaúcho, continue sendo um veículo sério e plural, porém o que percebemos na última semana nos deixa claro que isso passa a ser um sonho de jornalistas que lutam pela ética e democratização da Comunicação. Senhores deputados, vocês são a última esperança de um povo que luta por seus ideais; vamos manter a seriedade e votar pela manutenção da Fundação Cultural Piratini Rádio e Televisão na Secretaria de Cultura. Esse caminho ameaça a função primordial da TVE e da Rádio FM Cultura, de emissoras voltadas à difusão da educação, cultura e valores regionais, direcionados a um público com interesse crítico diverso à mensagem veiculada pelas emissoras privadas.

Ao longo dos anos, a Fundação tem resistido aos percalços dos vários governos que ocuparam o Palácio Piratini. Nenhum deles, até agora, exerceu o poder com a clareza do que significa uma emissora pública. A direção da emissora já foi ocupada por pessoas sem nenhuma ligação com a Comunicação, aventureiros eleitorais e burocratas em busca de cabides de emprego. Paradoxalmente, sobreviveu a tudo isso, e nos últimos anos os governos, mesmo alegando falta de dinheiro, têm indicado pessoas qualificadas, capazes de conduzir a Fundação no quadro de penúria em que se encontra.

Pelo passado recente, o Sindicato bem sabe que a manutenção na Secretaria de Cultura não é garantia de melhora, mas impede que as emissoras se desvirtuem das razões da sua existência. Um exemplo do mau uso da TVE foi denunciado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira - veja nota abaixo. Por isso, mais uma vez solicitamos o bom-senso dos senhores deputados para que a Fundação Cultural Piratini Rádio e Televisão não se transforme em um veículo para atender os interesses dos governistas de plantão.
* Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS

TVE não veicula matéria sobre a TVE

Na última quinta-feira, dia 3 de abril, a Comissão de Serviços Públicos da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul realizou audiência pública para discutir a situação da Fundação Cultural Piratini Rádio e Televisão, em especial a proposta do Governo Estadual de reestruturar as duas emissoras, rádio e TV. Estavam presentes deputados estaduais e representantes de vários setores da sociedade, como o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS, Associação Riograndense de Imprensa, Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação, Radiobrás e integrantes do Governo, entre eles o presidente interino da Fundação, Aírton Nedel.

Como não poderia deixar de ser, o Telejornalismo enviou uma equipe de reportagem para fazer a cobertura do evento. A matéria foi editada, mas estranhamente não foi ar, supostamente por problemas técnicos na gravação da entrevista com o presidente Aírton Nedel, fonte fácil de se recuperar.

No momento em que a Fundação passa por um debate público sobre sua situação jurídica, a emissora priva seus telespectadores de uma informação que mostra a mobilização da sociedade para a manutenção da Fundação como patrimônio dos gaúchos. Ao não veicular a matéria, a direção da TVE nos reforça a opinião de que a Fundação Cultural Piratini Rádio e Televisão deve continuar, sim, vinculada à Secretaria de Cultura, e não à Secretaria-geral de Governo conforme prevê o projeto de lei 42/2008, que tramita em regime de urgência. Entendemos que esses assuntos devem ser colocados no ar, e não tratados às escondidas.
* Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS


Nota Oficial

Publicado em 7 de março de 2008

Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul denuncia o impedimento, por parte da Brigada Militar, do exercício profissional de jornalistas na cobertura da ocupação, pelas mulheres da Via Campesina, da Fazenda Tarumã, em Rosário do Sul. Repórteres fotográficos e cinematográficos foram impedidos de registrar a agressão sofrida por mulheres e crianças que estavam na manifestação, inclusive tendo equipamentos profissionais apreendidos. Outra jornalista foi retirada do local pelos policiais.

Fotos: Eduardo Seidl

Jornalista é conduzida pela BM

Vivemos em uma sociedade democrática de direito e não vamos aceitar as velhas práticas do período da ditadura militar. O Código de Ética dos Jornalistas, em seu artigo 2º, inciso V, aponta que "a obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação, a aplicação de censura e a indução à auto-censura são delitos contra a sociedade". O mesmo Código também identifica, no artigo 6º, ser "dever do profissional opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão".


Repórter tem equipamento apreendido

A Secretaria de Segurança do Estado deve explicações sobre esse fato não só aos jornalistas agredidos no seu direito de trabalhar, mas a toda a sociedade, que foi impedida de ser livremente informada. As constantes denúncias que chegam ao Sindicato revelam que ameaças aos jornalistas têm sido prática constante por parte da Brigada Militar.


Manifestante ferida é socorrida

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS está atento a esse tipo de comportamento e levará o caso à Federação de Periodistas da América Latina e Caribe que, já em sua Carta de Lima, Peru, de dezembro de 2007, exigia dos governos assumir a responsabilidade de garantir a todos os jornalistas o direito à vida, ao trabalho digno, à liberdade de expressão e o direito cidadão à informação.
* Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS


Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul e Fenaj repudiam as demissões dos correspondentes da Rádio Guaíba no Interior do Estado

Publicado em 14 de fevereiro de 2008

A direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul e da Federação Nacional dos Jornalistas - Fenaj - repudiam as demissões de cerca de 20 correspondentes da Rádio Guaíba - Rede Record, ocorridas no final do mês de janeiro. Os profissionais, que antes prestavam serviço para a rádio, foram informados através de carta do fim do contrato de trabalho, sem maiores explicações. Com isso, os jornalistas que eram contratados para prestar serviços aos dois veículos de comunicação, passam agora a atuar apenas no jornal Correio do Povo.

O Sindicato dos Jornalistas tem estado atento às mudanças desde os meses de fevereiro e março de 2007, quando a Igreja Universal do Reino de Deus, representada pela sua empresa de televisão - Rede Record, concretizou a compra das emissoras de rádio AM e FM, televisão Guaíba e jornal Correio do Povo, ambos de propriedade, até então, do grupo Caldas Júnior. No entendimento da direção, o ‘lobo em pele de cordeiro’ começa a mostrar suas garras. A atitude representa a entrada de um grupo nacional de comunicações, desvalorizando o Jornalismo local e o fim da regionalidade, que é prejudicial à cultura do Rio Grande.

O Sindicato reitera sua posição em defesa do Jornalismo e lamenta a atitude tomada pela direção da empresa, que chegou com a proposta de não extinguir mercado de trabalho, e sim de ampliá-lo. Além dos postos de trabalho que estão sendo extintos, a comunidade gaúcha estará perdendo uma possibilidade de visão diferenciada sobre os fatos, para uma informação plural e democrática. Em função disso, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul e a Fenaj exigem a manutenção das vagas de correspondentes no Interior do Estado. Exige ainda que a direção da empresa reveja sua decisão e aposte em uma saída negociada com seus trabalhadores e instituições trabalhistas.

Entendemos que o propósito de um plano de expansão do grupo ligado à Igreja Universal está se restringindo, no momento em que demite seus profissionais, e ainda pior, não está reconhecendo os profissionais como jornalistas, na medida em que contraria a lei e determina agora como local de rescisão dos contratos de trabalho o Sindicato dos Radialistas, quando estes devem ser feitos no sindicato da categoria. Por último, destacamos que o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul e a Fenaj estarão ao lado de todos os trabalhadores, e farão de tudo para que a empresa cumpra com os direitos trabalhistas dos jornalistas demitidos.
* Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul e Federação Nacional dos Jornalistas - Fenaj


Nota Oficial

Publicado em 23 de maio de 2007

As entidades signatárias vêm a público manifestar solidariedade ao jornalista Leandro Behs, repórter do jornal Zero Hora, que está sendo vítima de censura imposta pelo Sport Club Internacional, fato que vem comprometendo o livre exercício de sua profissão de jornalista. Afirmamos plena confiança de que a atuação do repórter está amparada na verdade e nos limites da ética jornalística.

Outrossim, repudiamos veementemente a postura antidemocrática adotada pelo Sport Club Internacional, o qual manifesta, com sua atitude, dificuldade de compreensão e convivência sob os princípios do Estado Democrático de Direto, ao qual são inerentes a liberdade de informação, a liberdade de expressão e o sagrado direito ao livre exercício profissional.
* ACEG - Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos, ARI - Associação Riograndense de Imprensa, Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS e Sindicato dos Radialistas do RS


Nota Oficial

Publicado em 14 de março de 2007

A venda do grupo Caldas Júnior, agora incluindo o Correio do Povo, para a Rede Record, trouxe o primeiro efeito colateral para os trabalhadores da Comunicação. O rompimento do contrato entre a emissora e o grupo Pampa resultou na saída de um grande número de trabalhadores de todas as áreas de funcionamento da empresa gaúcha. Definido o fim do acordo operacional da Record com a Pampa, de imediato se iniciou o processo de enxugamento da folha salarial.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS se solidariza com os trabalhadores demitidos e está atento para que a empresa pague todos os direitos trabalhistas. De outro lado, a direção do Sindicato está atuando para recolocar no mercado de trabalho os que perderam seu emprego. A entidade sindical está gestionando junto à direção da Rede Record a manutenção dos empregos dos colegas da Caldas Júnior, e também o aproveitamento dos trabalhadores recém-demitidos pela Rede Pampa.
* Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS

 


Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul
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