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CUT denuncia ataque fascista contra o acampamento Lula Livre

Em nota, a Central Única dos Trabalhadores (CUT Nacional) denuncia aumento da escalada de violência contra trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade desde o golpe de 2016. Foto: Gibran Mendes/divulgação

A escalada de violência, intolerância e ódio contra todos que são solidários ao ex-presidente Lula chegou ao auge de barbaridade na madrugada deste sábado (28), quando provocadores fascistas deram vários tiros contra trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil que estão no acampamento Marisa Letícia, em Curitiba.

O acampamento, instalado nas proximidades da sede da Superintendência da Polícia Federal da capital paranaense, desde o dia 7 de abril, em solidariedade a Lula, denuncia o fato de que o ex-presidente é um preso-político, um inocente colocado em uma solitária, em mais uma tentativa golpista de impedir que Lula seja eleito presidente do Brasil.

Os disparos atingiram dois militantes. Uma companheira foi ferida por estilhaços e um companheiro ficou gravemente ferido, com um tiro no pescoço e está internado na UTI de um hospital local.

Jorge Correa, primeiro secretário do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS (SINDJORS), que está em Curitiba/PR com o presidente Milton Simas pela defesa da democracia, escreveu em sua página do facebook: COVARDIA: ACAMPAMENTO É ATACADO A TIROS. O acampamento Marisa Letícia, no bairro Santa Cândida, foi atacado covardemente com tiros nesta madrugada (por volta das 4h). Lá dormem integrantes da vigília Lula Livre. Entre eles, boa parte do nosso grupo de Porto Alegre que está aqui em Curitiba desde quarta-feira. Agora pela manhã, apesar da violência, a rotina no acampamento continua. Antes de irmos para a Polícia Federal, passamos no Marisa Letícia, onde a cozinha funcionava normalmente. Ontem, antes do povo dormir, o clima era tranquilo.

A presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, informou agora que 20 tiros foram disparados contra o acampamento. A companheira Pâmela Vieira informa que “foi um clima de guerrilha. Tiros, rojões e bombas.” Outra colega, a advogada de Xangrilá Márcia Koakoski, informa: “Eu sou uma das feridas. Com muita sorte fui atingida por estilhaços de plástico de uma saboneteira que foi perfurada. O projétil ficou no chão do banheiro.”  “Lembrei de Marielle quando me vi envolvida no meio de um tiroteio promovido por aqueles que supostamente se armam com intenção de defender o cidadão. É uma dicotomia”, destaca.

 

Depoimento da advogada de Xangrilá, do RS, Márcia Koakoski ferida no acampamento #LulaLivre em Curitiba, no Paraná.

O ataque e a violência armada acontecem às vésperas  do 1º de Maio Unificado, com todas as centrais sindicais e movimentos populares unidos na defesa e pela liberdade de Lula e dos direitos sociais e trabalhistas, que acontecerá em Curitiba. Será o maior primeiro de Maio da história do Paraná. E será em apoio à LULA LIVRE!

A tentativa de calar a bala os trabalhadores e trabalhadoras acontece também depois que  novas pesquisas eleitorais confirmaram que Lula lidera as intenções de voto em todo o país, em todos os cenários pesquisados, e pode ganhar já no primeiro turno as eleições presidenciais deste ano.

A partir do golpe de Estado, a violência e os assassinatos de trabalhadores e trabalhadoras têm aumentado em todo Brasil, sem que o governo golpista determine sequer a apuração dos fatos,  com a cumplicidade das polícias estaduais e federal. Se as polícias não conseguem prender sequer os assassinos da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, imagine a violência em outras regiões do Brasil onde não tem o contingente policial enviado ao Rio?

A CUT tem tido grande participação na organização e manutenção do acampamento, portanto, tem toda autoridade para denunciar, ao Brasil e ao mundo, este aumento da violência contra a candidatura de Lula e contra as conquistas da classe trabalhadora.

 

Nenhum direito a menos!

Conclamamos o povo do Paraná, os democratas e os comprometidos com a Liberdade e os Direitos Democráticos a defender a libertação de Lula, defender o direito de Lula ser candidato e o direito de o povo participar em paz e em segurança tanto no acampamento como do 1º. de Maio Unificado. A palavra final sempre deve ser do Povo Brasileiro.

 

Lula Livre!

Chega de provocações, chega de violência armada , chega de manipulação jurídica.

Todo apoio a Lula e aos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil!

 

São Paulo, 28 de abril de 2018

 

Central Única dos Trabalhadores

 

NESTES TEXTOS É POSSÍVEL CONTEXTUALIZAR OS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS SOBRE OS FATOS:

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“Momento é de união, não de medo” diz acampada que está no PR para o 1º de Maio

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Fonte: Imprensa/SINDJORS com CUT Nacional

Cadastrada em 28/04/2018