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A quem interessam as acusações ao presidente do Sindicato dos Jornalistas do RS?

Nestes tempos sombrios de golpe no Brasil, não surpreendem as acusações sofridas pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, Milton Simas Júnior, depois da divulgação pela mídia golpista de um vídeo sobre um diálogo ocorrido na tarde de sábado (28) entre o dirigente sindical, que estava na condição de militante social, e o repórter Marc Sousa, da RIC Paraná, afiliada do Grupo Record, num dos acessos do Acampamento Marisa Letícia, em Curitiba.

A conversa aconteceu no mesmo dia após o ataque fascista, covarde e criminoso de um homem ainda não identificado pela polícia do Paraná, que disparou às 4h da madrugada cerca de 20 tiros contra os acampados, causando duas vítimas: o presidente do Sindicato dos Motoboys de Santo André (SP), Jefferson Lima de Menezes, que levou um tiro no pescoço e ficou dois dias na UTI do Hospital do Trabalhador, e a advogada gaúcha Marcia Koakoski, de Xangri-lá, atingida por estilhaços de um tiro.

Essa escalada de violência, intolerância e ódio contra quem se manifesta em solidariedade ao ex-presidente Lula, preso político desde 7 de abril, depois de ser condenado sem provas e sem crime para impedir que seja candidato nas eleições deste ano, espalhou um clima de medo e insegurança entre os participantes do Acampamento, que tomaram uma série de medidas de segurança para proteger a vida das pessoas.

O vídeo gravado pelo cinegrafista da emissora comprova a intenção do presidente do Sindicato de orientar o colega de profissão, de forma que pudesse fazer a cobertura com maior segurança. Não houve qualquer intimidação, sendo respeitada a liberdade de expressão e de imprensa.

Para a CUT-RS, as acusações levianas contra o presidente do Sindicato, que inundaram veículos de comunicação e redes sociais, só interessam à mídia golpista, que promove uma perseguição implacável contra Lula e seus apoiadores.

É a mesma mídia golpista que apoiou o impeachment sem crime de responsabilidade da presidenta Dilma Rousseff, atuando como protagonista do golpe para levar ao governo o vice Michel Temer e seus aliados envolvidos em denúncias de corrupção e comprometidos com a retirada de direitos, venda do patrimônio público e entrega da soberania nacional.

É a mesma mídia golpista que apoiou a reforma trabalhista do ilegítimo Temer, que desmonta a CLT, retira direitos dos trabalhadores e escancara o trabalho precário, e que apoiou a reforma da Previdência, patrocinada pelos bancos, para acabar com o direito à aposentadoria.

É mesma mídia golpista que ataca os sindicatos e os movimentos sociais, não abrindo espaços para entrevistar os seus representantes, além de distorcer e manipular informações para favorecer os grandes empresários e banqueiros, principais anunciantes dos meios de comunicação.

É a mesma mídia golpista que faz blindagem aos desmandos dos governos Temer, Sartori e Marchezan, deixando de praticar o bom jornalismo para fazer marketing dos governos de plantão.

É a mesma mídia golpista que costuma jogar os jornalistas contra as direções do Sindicato, filiado à CUT, para enfraquecer a entidade e desmobilizar a categoria na defesa de seus direitos e de suas reivindicações.

A CUT-RS não compactua com essa mídia golpista, está junto com o presidente do Sindicato na luta pela liberdade de Lula e pelo resgate da democracia, e apoia a democratização da mídia por uma comunicação com ética, pluralidade, respeito e diversidade de opiniões.

 

Porto Alegre, 30 de abril de 2018.


Claudir Nespolo

Presidente da CUT-RS

Ademir Wiederkehr
Secretário de Comunicação da CUT-RS

 

Fonte: CUT/RS

 

Cadastrada em 30/04/2018