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A naturalização das ações policiais com sujeitos de pele preta

A morte da conhecida liderança comunitária porto-alegrense e Promotora Legal Popular, Jane Beatriz Machado da Silva, na terça-feira (08/12), na frente de sua casa, durante uma ação da Brigada Militar, reafirma o que os Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros e o Núcleo de Gênero e Diversidade do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS – Sindjors vêm apontando, com base em pesquisas, há muito tempo: são, sim, as mulheres negras que mais morrem no país!

 

Quando agentes públicos violam direitos e invadem uma casa da periferia de Porto Alegre, sem mandato judicial – assim contam os relatos sobre a violência no episódio da morte de Jane Silva – fica uma certeza. É o Estado que falha no zelo pelas vidas de todo e qualquer cidadão e cidadã! E acentua a marca perversa dos indicadores que apontam o Brasil como 5º país do mundo com maior taxa de assassinatos de mulheres (*).

 

Nesta quinta-feira (10/12), o mundo está celebrando os 72 anos do Dia Internacional dos Direitos Humanos, criado pela Organização das Nações Unidas – ONU. E, igualmente, o dia marca o encerramento dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, uma campanha anual de prevenção e eliminação da violência contra as mulheres e meninas. Duas datas significativas para reflexão e exigência de mudanças de comportamento e de efetivas políticas públicas focadas na segurança, saúde e direitos das mulheres.

 

Há cerca de dez dias, as urnas consagraram um novo prefeito para Porto Alegre. O assassinato ocorrido nesta terça-feira sinaliza, aos poderes públicos, que nossa capital, por meio dos movimentos das mulheres brancas, indígenas, e negras, está a exigir o cumprimento dos marcos legais que acentuam a segurança, a implementação de serviços de atendimentos especializados e de proteção, além de garantir a posse da diretoria do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMDIM), cuja presidenta indicada pelo Sindjors – e que está atuando desde então – é a diretora Márcia Fernanda Peçanha Martins.

 

Ao mesmo tempo, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS reforça as manifestações públicas de pesar e da exigência urgente de que a morte da Promotora Legal Popular, Jane Beatriz Machado da Silva, seja devidamente apurada pelo Poder Público.

 

#VidasNegrasImportamsim

 

*Dossiê Agência Patrícia Galvão

 

Diretoria Executiva do Sindjors

 

Tags: #VidasNegrasImportamsim - 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres - Núcleo de Gênero e Diversidade - Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros - Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS (SINDJORS)
Cadastrada em 10/12/2020


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