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Sindjors apresenta nova proposta para a patronal

 

Na segunda rodada de negociação do Acordo Coletivo 2022/2023 dos jornalistas, na manhã da terça-feira (21/06), reunindo representantes dos sindicatos patronais (Sindijore e SindiRádio) e diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS – Sindjors, foi apresentada contraproposta da entidade representativa dos trabalhadores, colocando-se contra o parcelamento do reajuste e apresentando a alternativa de fixá-lo em 12% (100% do INPC) para quem ganha do piso salarial até R$ 6 mil e 9,60% (80% do INPC) acima de R$ 6.000,01, de salário-base.

 

Esta contraproposta se opõe à primeira oferta dos sindicatos patronais, considerada impensável pelo Sindjors, uma vez que achataria os salários acima do piso salarial da categoria e o índice oferecido estava muito abaixo da inflação, além de pagos em duas parcelas. A primeira reunião de negociação aconteceu em 13 de junho e esta foi a proposta dos patrões:

 

9,52% (80% do INPC) para quem ganha o piso
7,14% (60% do INPC) acima do piso e até R$ 4 mil
4,76% (40% do INPC) de R$ 4.000,01 até R$ 6 mil
Valor fixo de R$ 285,00 para quem ganha acima de R$ 6 mil

 

Estes percentuais e o valor fixo divididos em duas parcelas a serem pagas em junho 2022 e janeiro de 2023 ficaram muito distantes da proposta do Sindjors, que foi de 14% (INPC e aumento real de 1,3%), sem parcelamento e escalonamento.

 

De acordo com a diretora Rosa Pitsch, que apresentou as argumentações da contraproposta, o INPC acumulado 12 meses, que era 12,47% (abril) e 11,90% (maio), deve alcançar o índice de 12,54% em junho – data base dos jornalistas – segundo previsões da Andima – Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima).

 

Segundo ela, o Sindicato está abrindo mão da unificação do piso salarial da Capital com as cidades de Caxias do Sul, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Rio Grande e Pelotas para buscar o INPC integral para a grande maioria dos profissionais, e, na tentativa de obter um acordo para as cláusulas financeiras da Convenção Coletiva de Trabalho 2022/2023. De acordo com a diretoria, também representada, na reunião virtual, pela vice-presidenta Laura Santos Rocha, as diretoras Carla Seabra e Silvia Fernandes, e o segundo vice-presidente, Pedro Dreher, o Sindjors não abre mão de incluir as Cláusulas Relativas ao Teletrabalho na CCT.

 

A presidenta do Sindjors, Vera Daisy Barcellos, observa que os jornalistas do Rio Grande do Sul já amargam perdas salariais consideráveis. “Fizemos um levantamento e constatamos que, por anos seguidos, quando a economia estava aquecida, e os veículos de comunicação atravessavam bons momentos, mesmo assim, os jornalistas não ganharam aumento real”. A pesquisa aponta que, ao longo de 20 anos, o piso salarial dos jornalistas reduziu pela metade em comparação com o salário mínimo.

 

O terceiro encontro da mesa de negociações está marcado para dia 29 de junho, quarta-feira, quando os sindicatos patronais devem apresentar uma nova proposta.

 

Texto: Rosa Pitsch/Diretoria Sindjors

 

Tags: Brasil de Fato RS - Central Única dos Trabalhadores RS - CUT-RS - Federação Internacional dos Jornalistas - Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ - FIJ - jornalismo - jornalistas - negociação do Acordo Coletivo 2022/2023 - Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS - SINDJORS
Cadastrada em 22/06/2022


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