SINDJORS E SUA HISTÓRIA

Inicialmente criada para defender os jornalistas profissionais, a entidade representativa recebeu o nome de Associação dos Trabalhadores em Empresas Jornalísticas no Rio Grande do Sul, em reunião na antiga sede da Associação Riograndense de Imprensa – ARI, no segundo andar do Edifício Imperial, no dia 21 de novembro de 1941, por um grupo de jornalistas, de escritores e trabalhadores de jornais, revistas e editoras, mas sua carta sindical data de 23 de setembro de 1942, e esta é a sua data oficial de fundação.Portanto, um ano depois, esta entidade de classe passou a ser conhecida como Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Porto Alegre.

Somente em 1984 a entidade recebeu o nome de Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio Grande do Sul, atuando em todo o Estado, com exceção de Passo Fundo, que tinha uma carta sindical separada. A necessidade de se fortalecer e ampliar a base da categoria para todos os municípios gaúchos foi o que levou a se realizar assembleia para a extinção do referido grupo, em fevereiro de 2004, naquela região. Com isso, a representatividade efetiva do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio Grande do Sul se amplia para todo o Estado,em sua base territorial.

Ao tornar-se a entidade representativa dos jornalistas profissionais, repórteres fotográficos, repórteres cinematográficos, diagramadores, ilustradores e chargistas e, também, universitários de Jornalismo no Rio Grande do Sul, o Sindjors logo se firmou entre as instituições mais importantes da sociedade gaúcha. Tem sido procurado por outros setores para se integrar e ser protagonista de ações públicas em defesa da democracia, de valores sociais como justiça, dos direitos humanos e da cidadania, sendo partícipe da cultura produzida no Estado e elemento decisivo nas lutas pela liberdade de imprensa e liberdade de expressão.

Sempre vinculado às questões dos trabalhadores jornalistas e a sua formação de qualidade o Sindicato filiou-se à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) se empenhando ao longo dos anos em manter aproximação com os cursos de Jornalismo e com o Ministério da Educação, para que não se perdessem as referências universitárias, tanto em instituições de ensino públicas ou privadas, no sentido de se revitalizar o papel dos profissionais, diante do interesse do público receptor das informações.  O Sindjors, juntamente com os outros Sindicatos de Jornalistas do país, compõe a direção da Fenaj, entidade que se fortalece nacionalmente, como a OAB e a CNBB, formando a tríade de grandes instituições que fazem a interlocução com os poderes políticos na defesa da sociedade.

As ações desenvolvidas ao longo de 78 anos, a serem completados em 2020, compõem um histórico de suas 21 gestões, constituídas por diretoria executiva, diretoria geral, comissão estadual de ética e conselho fiscal, com duas mulheres como presidentes, em todo o período. Destaque-se as gestões das jornalistas Vera Spolidoro, em 1986, e de Vera Daisy Barcellos Costa, uma mulher negra, atuando pela primeira vez, na presidência, para o período de 2019/2022, na defesa de causas que ultrapassam questões burocráticas para a categoria. Desde a busca da regulamentação profissional, com a formação universitária e o reconhecimento do diploma como garantia para a obtenção do registro profissional, até a formulação de debates e conquistas relativas aos valores salariais alcançados anualmente para a categoria, o Sindjors tem sido combativo e presente em diferentes momentos de lutas trabalhistas no país. Por isso mesmo, e, por estar entre as instituições brasileiras que defendem os direitos humanos, identidade das minorias, combate à discriminação de todos os segmentos marginalizados, é que se alinha com as demais que lutaram pela redemocratização e contra à ditadura, e está filiado à Central Única dos Trabalhadores desde a sua fundação, em 1983.

E no exercício de suas atividades o Sindijors tem contribuído nas discussões com parcerias diversas, em cursos de curta duração, ou na formulação de projetos e convênios, que reforcem os saberes dos trabalhadores e suas práticas, seja no exercício profissional nos grupos empresariais que envolvem jornais, rádios, canais de televisão, e as próprias atividades de constituição de conteúdos de sites, páginas nas redes sociais, ilustrações manuais como charges, desenhos diversos, ou com o uso de tecnologias computadorizadas, além das fotografias e outros elementos que contribuem para o esclarecimento e reforço das informações divulgadas. Por isso, as relações que se tem estabelecido com as universidades no Rio Grande do Sul e fora desse território, com alguns convênios com a Fenaj, por exemplo, entre outras instituições, só referendam o trabalho realizado pelo Sindjors.

Promove e apoia concursos e prêmios de jornalismo com o sentido de valorizar a profissão, o trabalho qualificado e a produção de uma interface com a sociedade. Além disso, o Sindicato publica notícias em seu site, que constitui um canal permanente de contato com seus associados. Sua página na internet tem acesso médio de 55 mil visitas por mês.

Tem como principal evento no seu calendário de atividades o Congresso Estadual dos Jornalistas, realizado de dois em dois anos. Já nos anos ímpares, realiza o Encontro Estadual de Jornalistas em Assessoria de Imprensa.

Possui segmentos organizados, que atuam em diferentes áreas, tais como o Núcleo de Ecojornalistas, Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros, Núcleo de Gênero e Diversidade, Núcleo de Aposentados e Núcleo de Jornalistas em Assessoria de Imprensa. Além do envolvimento e representação junto a entidades nacionais – Fenaj, Conselho Nacional de Comunicação, CUT – por meio de fóruns, campanhas, entre outros eventos relacionados à comunicação local, nacional e internacional.

Possui sede própria, na Rua dos Andradas, 1270, 13º andar, com os telefones 3228-8146, e pode ser também contatado pelo site WWW.jornalistas-rs.org.br e na página do Facebook,