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Seis meses após paralisação, 11 funcionários da Record RS foram demitidos

Funcionários da emissora de televisão Record RS paralisaram suas atividades reivindicando melhores condições de trabalho, em Porto Alegre, no dia 17 de outubro de 2016. Na pauta, pedidos como o fim do assédio moral e escala de folgas em feriados. O ato teve repercussão no país e, quatro dias depois, a diretoria do canal deu resposta acatando a quase todas as demandas.

 

Passado meio ano, no entanto, ocorre que nem todas as consequências são positivas. Conforme ex-funcionários, onze entre os profissionais que paralisaram foram, aos poucos, demitidos da empresa – o mais recente nessa segunda-feira, dia 17.

 

“No jornalismo, de todas as peças que tiveram substituição, nenhuma o motivo foi por causa disso”, afirma o diretor de Jornalismo da Record RS, Rodrigo Falcão.

 

“Por mais que a empresa tente justificar as demissões como parte de um novo projeto, ao menos parcela delas é claramente uma perseguição aos profissionais que tiveram coragem de mostrar práticas inadequadas e cotidianas na empresa”, desabafa o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS (SINDJORS), Milton Simas.

 

Nem todos os pedidos foram atendidos

 

Representantes dos sindicatos dos Jornalistas Profissionais do RS e dos Radialistas foram recebidos pelo presidente da Record RS, Reinaldo Gilli, no dia 21 de outubro do ano passado, para ter um retorno das reivindicações apresentadas pelos funcionários.

 

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Na ocasião, Gilli informou, por exemplo, que o rancho do mês passaria a ser concedido para todos os trabalhadores, desde que não se tenha falta sem justificativa no mês em curso; organizaria um cronograma para concessão de férias, respeitando as demandas de serviços e de funcionários, assim como uma escala de folgas em feriados; e comprometeu-se a ampliar o número de funcionárias na área de limpeza.

 

Alguns pontos importantes, todavia, estão pendentes. A questão da mudança de registro de cinegrafista para repórter cinematográfico, por exemplo, seria discutida com os sindicatos no mês de novembro, algo que nunca ocorreu.

 

Procurado pelo Sindicato dos Jornalistas durante vários dias, o presidente da Record RS não foi encontrado por telefone e tampouco respondeu o pedido feito por email conforme solicitado pela equipe administrativa.

 

Imprensa / Sindjors

Última modificação em Terça, 18 Abril 2017 16:49

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